A morosidade do judiciário continua fazendo seus estragos. Nada mudou desde minha vinda pra cá em relação ao acesso ao meu filho. Ele, agora maiorzinho, me conhece como pai, me abraça e brinca comigo na medida do possível. Em raros momentos me é permitido adentrar a casa, especialmente quando é o Francisco quem pede.
Durante os últimos meses passei por insistentes entrevistas com duas psicólogas e uma assistente social e agora aguardo por um laudo dizendo se represento ou não um risco a integridade física do meu filho. Não sei quanto mais tempo isso levará, mas continuo pacientemente esperando, vendo os anos se passando e a destruição da vida de tantas pessoas.
O dia dos pais se aproxima e quero assegurar um momento digno ao lado do meu filho, longe de supervisão, de confinamento e de tantas regras impostas. Quero um dia para estar ao lado do meu filho.
segunda-feira, 6 de junho de 2011
segunda-feira, 21 de março de 2011
2 anos sem o Francisco
Meu filho foi raptado no dia 18/03/2009, durante minha ida ao trabalho. A autora do rapto foi minha própria esposa (na época) e fundamentado justamente no mecanismo do judiciário brasileiro, que costuma beneficiar a alienação parental ao invés de reprimi-la.
O Francisco morava em Campinas, no estado de São Paulo, e foi levado sorrateiramente para Recife, no estado de Pernambuco, onde inescrupulosamente fui acusado de agressão, promiscuidade e de querer fugir com meu filho (????). O judiciário acatou tais acusações sem sequer uma única prova e imediatamente adotou medidas restritivas, endossando a alienação e ignorando premissas da nossa Constituição, como a presunção de inocência, e principalmente, o princípio do melhor interesse da criança.
Seguindo com a ideia de violar a Constituição, o laudo psicológico determinou que não poderia ter a guarda, pois estou me defendendo dos inúmeros processos contra mim (??????). Para a psicóloga, a única explicação para me defender é pelo desejo de vingança por uma relação mal resolvida. As ideias de inocência ou de interesse de estar com meu filho não lhe passaram na cabeça. Neste meio tempo também fui acusado criminalmente de fraudar as provas no processo de definição da guarda.
Desde então venho lutando pelos meus direitos e de meu filho. Acabei abandonando trabalho e família em Campinas, engajei em um protesto que me levou a cruzar o Brasil de bicicleta e no momento estou residindo em Recife. Foi a única maneira de tolerar tudo. Meu filho estava crescendo sem me conhecer. Ao menos agora ele me conhece.
Apesar de todo o esforço da minha ex-esposa e alguns de seus familiares de me afastar de meu filho, como atestam as infindáveis provas, ainda me sobra um tempinho com meu pequeno. Não posso entrar na casa dela com ele, mas também não posso sair do pátio. Somente posso estar com ele estritamente supervisionado por ela ou familiares (até pela babá). Perdi minha autoridade parental e meu filho perdeu seu direito a ver sua própria família. Ele desconhece completamente seus tios, avós, primos ou quaisquer outros parentes do meu lado da família.
Dia após dia vivo uma batalha, seja da saudade do meu filho, da saudade de minha família, dos meus amigos, do trabalho que tinha, da luta com o pouco dinheiro ou da luta no processo. É uma luta pelo direito do meu filho a ter uma vida saudável, onde não seja usado como mero objeto para satisfazer objetivos escusos.
Não sei quanto tempo irá demorar para que a justiça "acorde" e corrija esta barbárie. Enquanto não acontece, continuo a luta para recuperar o que for possível.
Neste exato momento há uma representação tramitando no conselho de ética de psicologia que trata, dentre outras coisas, da violação dos Direitos Humanos. Também estou fazendo uma nova perícia psicológica para saber se sou apto a ser pai do meu filho (??????), e na torcida para que desta vez não impere o sexismo tão presente nas Varas de Família.
Me resta seguir nesta tortura.
terça-feira, 8 de fevereiro de 2011
Barrado na porta
A despeito de todas as dificuldades e humilhações de ver meu filho do outro lado do país apenas enjaulado e vigiado, o maior desafio ainda é conseguir fazer-se cumprir esta desterminação. É muito difícil conseguir testemunhas dos impedimentos em um lugar que não conheço quase ninguém, além da dificuldade de se obter uma prova material disso.
Dificuldade não significa impossibilidade! Depois de várias situações, finalmente consegui gravar um evento de uma das tias me impedindo o acesso e, nas palavras dela:
Eu - "O juiz impôs que eu tenho que visitar meu filho aqui dentro..... então vim aqui pra visitar meu filho."
Tia - "Mas foi dito alguma coisa? Eu não sei. Não me meto nessas coisas. Eu moro de fronte mas não me meto. Não quero participar do problema, de nada."
Eu - "É o seguinte: Fui proibido pela XXXXXXX de ter acesso ao meu filho porque ela me acusou de ter batido nela, e aquele monte de coisa. E daí, enquanto está ocorrendo o processo, estou impedido de sair com meu filho. Só posso ve-lo aqui dentro. E aí tem o horário determinado pelo juiz para fazer isso."
Tia - "Sim, mas parece que ela não quer que você veja, não é isso?"
Eu - "Então.... é. Mas aí é que está......"
Tia - "Aí não posso fazer nada."
Eu - "Então.... mas existe a ordem do juiz."
Tia - "Tenta entrar em contato com ela meu filho, pois nem sei o telefone de XXXXXX e nem me meto nestas coisas porque, olha, do meu neto toma conta eu. Mas eu não me meto em nada. Tô aqui porque sou a mais adulta da familia que tem aqui, moro de fronte e... a... e... e você queria dizer a mim que queria ver o menino e parece que XXXXXXX... qual é a ordem de XXXXXX (pergunta a mocinha ao lado)"
Mocinha - "Ele só pode ver ele com alguém próximo. Com ela ou com o vô estando em casa."
Tia - "Não vou fazer uma coisa que não posso e não posso me meter."
Eu - "Veja isso direito, por que o que vou fazer: Vou sair daqui....."
Tia - "Eu não tenho nada a ver com isso. Estou lhe atendendo porque é um dever meu. Sou adulta e estou aqui lhe atendendo, mas eu não posso deixar você entrar uma vez que a familia não quer que você entre e vá ver o menino. Porque eu também não sei, porque não converso sobre estas coisas em casa. Eu não me meto nestas coisas não. Não vou dizer 'Entre, Gustavo' se existe uma ordem a menina que mora lá com eles está sabendo. Foi isso que a XXXXX disse? (perguntando a menina ao lado)"
Menina - "Foi"
Eu - "Por que vou sair daqui, como eu falei, e vou direto pra delegacia fazer um boletim de ocorrência."
Tia - "Aí não posso fazer nada. Isso aí é coisa entre vocês. São adultos, donos do destinos de vocês e eu não posso fazer nada. Se ela tivesse falado comigo 'entra e fique olhando', estas coisas assim, ainda mais por ela ser meu sobrinho e por ele ser meu sobrinho, é, eu ia me envolver. Mas não foi dito nada a mim. Ela o deixou sozinho em casa. A menina veio? (perguntando a menina ao lado)"
Menina - "Não"
Tia - "Tô eu aqui assim, fico de 'olho' vendo se tá tudo bem, se comeu".
Em resumo, meu filho foi largado sozinho aos cuidados de uma garota de uns 10 anos e uma tia "que mora em frente" e "está de olho", porém nem sabia que a babá não havia aparecido e já eram 15h00. Declara explicitamente que não quer que eu o veja e tenho que ir embora sem ao menos falar "oi" pra ele. Que merda de justiça é esta deste país que vivemos? Quantas mais provas são necessárias para que devolvam a mim e ao meu filho a dignidade em nossa convivência? A bola e o pirulito que havia levado de presente voltaram comigo, esperando para ver se ao menos hoje consigo algum contato com meu pequeno.
De qualquer maneira já abri um boletim de ocorrência na delegacia próxima e fiz algumas cópias da gravação, inclusive mandei cópias pela internet. Afinal, com tanto absurdo nesta história, não duvido de mais nada que possa me acontecer.
Dificuldade não significa impossibilidade! Depois de várias situações, finalmente consegui gravar um evento de uma das tias me impedindo o acesso e, nas palavras dela:
Eu - "O juiz impôs que eu tenho que visitar meu filho aqui dentro..... então vim aqui pra visitar meu filho."
Tia - "Mas foi dito alguma coisa? Eu não sei. Não me meto nessas coisas. Eu moro de fronte mas não me meto. Não quero participar do problema, de nada."
Eu - "É o seguinte: Fui proibido pela XXXXXXX de ter acesso ao meu filho porque ela me acusou de ter batido nela, e aquele monte de coisa. E daí, enquanto está ocorrendo o processo, estou impedido de sair com meu filho. Só posso ve-lo aqui dentro. E aí tem o horário determinado pelo juiz para fazer isso."
Tia - "Sim, mas parece que ela não quer que você veja, não é isso?"
Eu - "Então.... é. Mas aí é que está......"
Tia - "Aí não posso fazer nada."
Eu - "Então.... mas existe a ordem do juiz."
Tia - "Tenta entrar em contato com ela meu filho, pois nem sei o telefone de XXXXXX e nem me meto nestas coisas porque, olha, do meu neto toma conta eu. Mas eu não me meto em nada. Tô aqui porque sou a mais adulta da familia que tem aqui, moro de fronte e... a... e... e você queria dizer a mim que queria ver o menino e parece que XXXXXXX... qual é a ordem de XXXXXX (pergunta a mocinha ao lado)"
Mocinha - "Ele só pode ver ele com alguém próximo. Com ela ou com o vô estando em casa."
Tia - "Não vou fazer uma coisa que não posso e não posso me meter."
Eu - "Veja isso direito, por que o que vou fazer: Vou sair daqui....."
Tia - "Eu não tenho nada a ver com isso. Estou lhe atendendo porque é um dever meu. Sou adulta e estou aqui lhe atendendo, mas eu não posso deixar você entrar uma vez que a familia não quer que você entre e vá ver o menino. Porque eu também não sei, porque não converso sobre estas coisas em casa. Eu não me meto nestas coisas não. Não vou dizer 'Entre, Gustavo' se existe uma ordem a menina que mora lá com eles está sabendo. Foi isso que a XXXXX disse? (perguntando a menina ao lado)"
Menina - "Foi"
Eu - "Por que vou sair daqui, como eu falei, e vou direto pra delegacia fazer um boletim de ocorrência."
Tia - "Aí não posso fazer nada. Isso aí é coisa entre vocês. São adultos, donos do destinos de vocês e eu não posso fazer nada. Se ela tivesse falado comigo 'entra e fique olhando', estas coisas assim, ainda mais por ela ser meu sobrinho e por ele ser meu sobrinho, é, eu ia me envolver. Mas não foi dito nada a mim. Ela o deixou sozinho em casa. A menina veio? (perguntando a menina ao lado)"
Menina - "Não"
Tia - "Tô eu aqui assim, fico de 'olho' vendo se tá tudo bem, se comeu".
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| Presentes que meu filho não recebeu |
Em resumo, meu filho foi largado sozinho aos cuidados de uma garota de uns 10 anos e uma tia "que mora em frente" e "está de olho", porém nem sabia que a babá não havia aparecido e já eram 15h00. Declara explicitamente que não quer que eu o veja e tenho que ir embora sem ao menos falar "oi" pra ele. Que merda de justiça é esta deste país que vivemos? Quantas mais provas são necessárias para que devolvam a mim e ao meu filho a dignidade em nossa convivência? A bola e o pirulito que havia levado de presente voltaram comigo, esperando para ver se ao menos hoje consigo algum contato com meu pequeno.
De qualquer maneira já abri um boletim de ocorrência na delegacia próxima e fiz algumas cópias da gravação, inclusive mandei cópias pela internet. Afinal, com tanto absurdo nesta história, não duvido de mais nada que possa me acontecer.
quinta-feira, 27 de janeiro de 2011
Voltando a Recife
A grande viagem se passou. O trabalho começa a normalizar. Há um lugar para morar em Recife. Começam a surgir as boas amizades e oportunidades.
Em Campinas estão investigando algumas das várias falsas acusações feitas contra mim e, em Recife, o processo dá seu seguimento, apenas aguardo que a segunda perícia confirme o que a primeira já disse - que são falsas as acusações de fraude e, consequentemente, as de agressão, a de planejar raptar meu filho, dentro outras. Isso é somente questão de tempo, acredito.
No blog eu tomei o cuidado de restringir a possibilidade de enviar mensagens sem antes serem filtradas, pois recebia muitas ameaças e vulgaridades. A última mensagem que recebi me fez querer compartilha-la com vocês e permitir que tirem suas próprias conclusões de seu conteúdo:
"Você é muito nojento mesmo! Não cansa de mentir??? Mentir que ama um filho que jamais teve consideração... Mentir que esta viagem foi uma prova de amor, quando na verdade foi mais um de seus caprichos... Mentir que vai ver seu filho todos os dias de bicicleta, quando na verdade alugou um carro em Recife, diga-se que por sinal, de luxo, para alimentar sua luxúria... Mentir que passa muito tempo com ele, quando na verdade se restringe em visitá-lo em poucos minutos... Mentir que é vigiado, supervisionado, quando na verdade é deixado a vontade com a criança para que ela possa saber que tem um pai que, mesmo sempre ausente, de fato existe. Você engana a essas pobres pessoas que vc ilude com suas historinhas para boi dormir, mas não engana aqueles que conhece vc de verdade, a sua família e aos seus poucos amigos, pois TODOS sabem quem vc é: um homem medíocre, ridículo e que terminará sozinho com toda esse circo que vc está armando. Se alguém ainda conseguir ler isto, não acreditem nele... Tudo é fingimento e fantasia que ele criou para tirar proveito para si. Sinceramente, vc deveria ter vergonha! Espero que vc possa colocar sua cabeça em um travesseiro e dormir com a consciência tranquila perante Deus, que tudo está vendo, Gustavo. Ah... mas me esqueci... vc não acredita em Deus, não é mesmo?!"
Este foi um comentário publicado sob o pseudônimo de Angela em "Um novo ano!" e que permiti que fosse visualizado. Não é possível saber quem deixou tal mensagem, mas apenas conjecturar. O que me deixa mais perplexo nisso é como o simples desejo de ser pai pode despertar tanta ira. Como digo sempre, o problema da paternidade é cultural, com muitos homens e mulheres ainda embebidos de preconceitos tão fortes que vêem como absurdo coisas como a guarda compartilhada. Para estas pessoas a família é baseada principalmente na mãe, sendo o pai mero provedor financeiro. O mais irônico de tudo isso é que muito do que ouço defendendo esta postura é MUITO semelhante ao que víamos antes de 1950, quando era absurdo pensar na mulher como base da família. Estas pessoas foram taxadas de preconceituosas pelo movimento feminista. E agora que a situação se inverteu, como chamar as pessoas que são convictas neste antagonismo?
Em Campinas estão investigando algumas das várias falsas acusações feitas contra mim e, em Recife, o processo dá seu seguimento, apenas aguardo que a segunda perícia confirme o que a primeira já disse - que são falsas as acusações de fraude e, consequentemente, as de agressão, a de planejar raptar meu filho, dentro outras. Isso é somente questão de tempo, acredito.
No blog eu tomei o cuidado de restringir a possibilidade de enviar mensagens sem antes serem filtradas, pois recebia muitas ameaças e vulgaridades. A última mensagem que recebi me fez querer compartilha-la com vocês e permitir que tirem suas próprias conclusões de seu conteúdo:
"Você é muito nojento mesmo! Não cansa de mentir??? Mentir que ama um filho que jamais teve consideração... Mentir que esta viagem foi uma prova de amor, quando na verdade foi mais um de seus caprichos... Mentir que vai ver seu filho todos os dias de bicicleta, quando na verdade alugou um carro em Recife, diga-se que por sinal, de luxo, para alimentar sua luxúria... Mentir que passa muito tempo com ele, quando na verdade se restringe em visitá-lo em poucos minutos... Mentir que é vigiado, supervisionado, quando na verdade é deixado a vontade com a criança para que ela possa saber que tem um pai que, mesmo sempre ausente, de fato existe. Você engana a essas pobres pessoas que vc ilude com suas historinhas para boi dormir, mas não engana aqueles que conhece vc de verdade, a sua família e aos seus poucos amigos, pois TODOS sabem quem vc é: um homem medíocre, ridículo e que terminará sozinho com toda esse circo que vc está armando. Se alguém ainda conseguir ler isto, não acreditem nele... Tudo é fingimento e fantasia que ele criou para tirar proveito para si. Sinceramente, vc deveria ter vergonha! Espero que vc possa colocar sua cabeça em um travesseiro e dormir com a consciência tranquila perante Deus, que tudo está vendo, Gustavo. Ah... mas me esqueci... vc não acredita em Deus, não é mesmo?!"
Este foi um comentário publicado sob o pseudônimo de Angela em "Um novo ano!" e que permiti que fosse visualizado. Não é possível saber quem deixou tal mensagem, mas apenas conjecturar. O que me deixa mais perplexo nisso é como o simples desejo de ser pai pode despertar tanta ira. Como digo sempre, o problema da paternidade é cultural, com muitos homens e mulheres ainda embebidos de preconceitos tão fortes que vêem como absurdo coisas como a guarda compartilhada. Para estas pessoas a família é baseada principalmente na mãe, sendo o pai mero provedor financeiro. O mais irônico de tudo isso é que muito do que ouço defendendo esta postura é MUITO semelhante ao que víamos antes de 1950, quando era absurdo pensar na mulher como base da família. Estas pessoas foram taxadas de preconceituosas pelo movimento feminista. E agora que a situação se inverteu, como chamar as pessoas que são convictas neste antagonismo?
segunda-feira, 3 de janeiro de 2011
Um novo ano!
Depois de algum tempo sem publicar no blog muita coisa aconteceu. Houve muita dificuldade neste início de adaptação em Recife, pois além das dificuldades financeiras há também a dificuldade da solidão. Meu primeiro mês se passou a duras penas, sem nenhum móvel, sem ter como preparar comida e convivendo com um calor insuportável e com uma miríade de pernilongos.
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| Primeiro dia de treinamento |
Com o passar dos dias as coisas começaram a se acertar. Um advogado de família de Recife se sensibilizou com a história e aceitou fazer a defesa daqui pra frente. Também consegui alguns trabalhos - infelizmente nenhum em Recife - que me darão um pouco de conforto financeiro de agora em diante. Ainda fui surpreendido com mais uma demonstração de solidariedade, quando minha vizinha que estava trocando seus móveis fez a doação de uma cozinha completa - geladeira, fogão e armário! Obrigado Socorro!
Graças a toda esta ajuda, além de outras pessoas importantes - Paulo e Enio - a vida em Recife vem vendo suportável. Meus dias se resumem a trabalhar pelo computador e pedalar até o Francisco - 40 km de trajeto diário.
Uma consequência inesperada mas muito feliz foi minha redução de peso. Perdi 320g por dia durante meus 51 dias de jornada. Além disso perdi mais 80g por dia durante minha permanência em Recife. Dos meus 102kg iniciais, hoje estou com 79,9kg. Até coloquei duas fotos, antes e depois, para se ter uma idéia da diferença.
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| Casa dos meus pais, 03/01/2011 |
A experiência da viagem ficará na minha memória por toda minha vida. Certamente farei outras viagens, pois amei toda esta vivência, mas nunca terá a mesma carga emocional que esta viagem representou para mim. Foi uma maneira de expressar meu amor pelo meu filho, meu desejo de estar ao seu lado e também um marco de uma nova etapa em nossas vidas, pois agora meu filho me chama de pai!
Gostaria muito de poder partilhar a imagens e filmagens que fiz dele, as correrias de um lado pro outro, as brincadeiras e tanto mais que fazemos juntos durante minha permanência. Apesar de estar restrito ao espaço da casa dela e de não termos muita liberdade para brincar (além de aguentar outros querendo dizer o que a "visita" pode ou não fazer com o próprio filho), minhas idas vem sendo bem produtivas.
Já na parte processual, nada mudou. Continuo aguardando que a acusação criminal que me foi feita por fraude seja julgada para que o processo tenha seu andamento. Ainda não sei quando acontecerá. Em outra frente, mas sem nenhum benefício para o processo nem pra mim, estou terminando de preparar a denúncia para o conselho de ética contra a psicóloga que julgou o caso. Como houve a alegação de que eu não poderia ter a guarda do meu filho por estar me defendendo dos processos e sabendo que este é um direito universal assegurado, estou iniciando uma denúncia por violação dos direitos humanos, que o código de ética de psicologia explicita que deveria ser fundamentação de quaisquer decisões. Se cada pai prejudicado fizer o mesmo quando ocorrerem estas injustiças, logo logo as psicólogas começarão a agir com alguma responsabilidade nas questões de guarda.
Neste exato momento me encontro em Campinas, pois vim passar uns dias com meus familiares para as festividades. Assim que arrumar um bilhete promocional, regresso a Recife, onde esperarei novamente pela ida de meu pai. Desta vez ele decidiu viver a mesma experiência e irá subir numa bicicleta e fazer o mesmo percurso que fiz até Recife. Tenho muito orgulho dele e espero que um dia meu filho tenha por mim.
terça-feira, 23 de novembro de 2010
Dor
O recomeço é sempre difícil. Minha vida pregressa foi simplesmente descartada. A saudade de todos meus amigos e familiares já é evidente, bem como as dificuldades financeiras por conta de aluguel e tantos outros novos custos, para os quais ainda não tenho uma receita para suprir.
Hoje comemorei meus 31 anos relembrando quantas dificuldades os últimos tempos me deu e as tristezas que me acompanham desde então. Entristeço pelos prejuízos ao meu filho, tanto financeiros quanto emocionais.
Aqui, sozinho, meu único consolo é ver meu filho diariamente, oportunidade dada na última audiência. Apesar das severas regras impostas, finalmente consegui iniciar a reconquista do meu filho, que já começa a lembrar de meu rosto a cada encontro.
Resolvi silenciar-me um pouco perante a imprensa para que as próximas etapas do processo se apresentem. Enquanto isso, resta-me esperar e continuar visitando-o diariamenrte.
Hoje comemorei meus 31 anos relembrando quantas dificuldades os últimos tempos me deu e as tristezas que me acompanham desde então. Entristeço pelos prejuízos ao meu filho, tanto financeiros quanto emocionais.
Aqui, sozinho, meu único consolo é ver meu filho diariamente, oportunidade dada na última audiência. Apesar das severas regras impostas, finalmente consegui iniciar a reconquista do meu filho, que já começa a lembrar de meu rosto a cada encontro.
Resolvi silenciar-me um pouco perante a imprensa para que as próximas etapas do processo se apresentem. Enquanto isso, resta-me esperar e continuar visitando-o diariamenrte.
sábado, 13 de novembro de 2010
Repercurssão
Até o momento o esforço valeu a pena. Dois artigos foram publicados, além de uma reportagem na TV Tribuna que estou tentando conseguir uma cópia. Para qualquer um que me identifico como "o cara que veio pedalando", imediatamente sabem quem sou. Falta agora formalizar meu vínculo com uma associação de pais para que tenhamos em Recife uma estrutura de apoio a pais na mesma situação que a minha.
Por sorte, e graças a solidariedade do pessoal daqui (obrigado Enio e família), estou hospedado próximo a uma feira literária, a Fliporto. Darei andamento a construção de livros contando a história. Um primeiro volume destinado aos pais contando o drama, o processo, os erros e acertos. Num segundo volume, destinado aos amantes de viagem, sobre como foi toda a jornada, com muitas informações que tiveram que ser omitidas do site para que não ficasse extenso, além das muitas fotos do caminho.
Não tenho experiência em escrever, mas também não tinha em pedalar. Vamos ver o que irá acontecer. Minha audiência também será em alguns dias e contarei qual será o resultado.
Por sorte, e graças a solidariedade do pessoal daqui (obrigado Enio e família), estou hospedado próximo a uma feira literária, a Fliporto. Darei andamento a construção de livros contando a história. Um primeiro volume destinado aos pais contando o drama, o processo, os erros e acertos. Num segundo volume, destinado aos amantes de viagem, sobre como foi toda a jornada, com muitas informações que tiveram que ser omitidas do site para que não ficasse extenso, além das muitas fotos do caminho.
Não tenho experiência em escrever, mas também não tinha em pedalar. Vamos ver o que irá acontecer. Minha audiência também será em alguns dias e contarei qual será o resultado.
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